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Ponto Chic - Onde nasceu o sanduíche Bauru

Reportagem de autoria de J. A. Dias Lopes, publicada na edição de 02 de janeiro de 2004 de O ESTADO DE SÃO PAULO.


Quem vai hoje ao Ponto Chic do Largo do Paissandu, no turbulento centro de São Paulo, não faz idéia da elegância do lugar ao ser aberto em 1922, o mesmo ano da Semana de Arte Moderna. Era um bar de boêmios requintados, ocupava o andar térreo de um prédio de aluguel, com três pisos, tinha balcão e mesas em mármore italiano, de carrara, azulejos e cristais igualmente importados. As instalações eram tão chiques que batizaram o ponto. Os fregueses apareciam de terno, gravata, chapéu e sapatos reluzentes, reuniam-se para discutir política, arte, economia e esportes. O proprietário, Odílio Cecchini, desempenhava cargo importante na diretoria do antigo Palestra Itália. No início as mulheres não entravam, exceto as "francesas" sob a tutela de "Madame Fifi" e instaladas nos altos prédios: "Às vezes surgiam enfurecidas para cobrar clientes 'esquecidos' do preço convencionado."

O fundador do Ponto Chic morreu pouco depois de a casa ser obrigada a fechar, em 1977, atingida por uma ação de despejo pelo dono do prédio, mas um ex-funcionário, Antônio Alves de Souza, que planejava ter um bar, obteve da família de Cecchini o direito de tocar o negócio, em 1978, no Largo Padre Péricles, nas Perdizes.

Dois anos depois, conseguiu reabrir o Ponto Chic do Largo do Paissandu, até hoje a rede pertence aos Alves de Souza. A casa prepara outros dois sanduíches famosos, o "Rococó" (rosbife, aliche, queijo gorgonzola, tomate e pepino) e o "Seleto" (rosbife, presunto, tomate, pepino e uma mistura de queijo fundidos), mas o Bauru continua a ser de longe a sua estrela reluzente.

Mais paulistano impossível.

Fonte: Bauru Ilustrado / Luciano Dias Pires





 
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